Fechamento de empresas: Os cinco principais motivos das empresas fecharem as portas
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O fechamento de empresas é uma das grandes preocupações na economia brasileira.

Cerca de 25% a 30% de empreendedores não conseguem concluir o primeiro ano em atividade, e apenas 40% a 45% se mantêm no mercado durante 5 anos.

Por isso, mesmo antes de abrir seu negócio, é preciso saber os principais motivos que levam à falência e fechamento das portas.

E, para ajudar  nesse processo, preparamos este conteúdo especializado, identificado as principais causas, para você evitá-las.

Confira:
1. Ausência do plano de negócios

Um grande erro cometido por empreendedores é iniciar, sem desenhar o plano de negócios.

Afinal, é inviável fazer projeções de curto, médio e longo prazo, sem informações detalhadas sobre a empresa (serviços ou produtos, pessoas, insumos etc.).

Quanto mais informações você reunir sobre o segmento no qual vai atuar, maiores serão as possibilidades de conquistar sucesso.
2. Falta do planejamento estratégico

O quê, por quê, quando e como fazer o negócio acontecer são indagações que precisam ser respondidas no seu planejamento estratégico.

É isso que vai garantir o crescimento sustentável, diminuindo qualquer chance de fechamento da empresa.

Mas, além de elaborá-lo, é necessário estabelecer metas e objetivos, e prazos para alcançá-los.

Esses apontamentos servirão de base para nortear as decisões adiante, de modo que sejam direcionadas às expectativas da organização.

3. Descontrole financeiro

Quando se monta uma empresa, é comum realizar algum investimento e esperar um faturamento baixo, inicialmente.

Todavia, muitas firmas não aguentam o rojão, por causa da perda de controle financeiro, principalmente porque as despesas continuam ultrapassando o lucro.

É essencial, portanto, ter gestão financeira de boa qualidade, para que o negócio consiga se sustentar.

O primeiro passo é: estipular, detalhar e registrar todas as transações.

Isso contribui para o acompanhamento do fluxo de caixa, com identificação das entradas e saídas.

E esse processo deve acontecer com frequência!

A relação das quantias a pagar e a receber, custos fixos e variáveis, entre outros, devem contar nas projeções de todo dia de operação.

Desse modo, será possível avaliar de maneira prévia a situação real do negócio e elaborar previsões.

É isso que auxiliará na definição de novos investimento e realização do diagnóstico da saúde financeira.
4. Desconhecimento do seu mercado

Entrar no mercado, sem ter ideia prévia de como ele funciona, é um erro grave, que frequentemente conduz ao fechamento de empresas.

Realizar estudos sobre o segmento, conhecer o perfil dos consumidores, identificar as principais demandas e as ofertas da concorrência: tudo isso é fundamental para estar preparado e conquistar vantagem competitiva.

Para a organização sobreviver, portanto, é necessário fazer uma pesquisa detalhada, indicando todos os processos que envolverão o negócio, analisar a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos, interesses dos clientes etc.

Fazendo isso, as possibilidades de garantir as vendas e a estabilidade serão bem maiores.
5. Divergência entre os sócios

Esse é um problema comum, que acontece quando pessoas com pensamentos muito diferentes trabalham juntas.

E isso atrapalha principalmente no momento inicial do negócio, o que pode levar até mesmo a conflitos judiciais!

Então, pense bem antes de querer um sócio e avalie o perfil e os princípios da pessoa escolhida.

Afinal, nesse momento inicial, ter objetivos alinhados sobre o que esperar do negócio é imprescindível.

Não espere o problema ficar grande ao ponto de algum sócio sair da empresa e deixar o negócio deficitário no meio do caminho.

Entretanto, se você já está enfrentando esse tipo de problema, é preciso se preparar e saber o que fazer quando um sócio quer se retirar do empreendimento.

Bom, agora que vimos os principais fatores que contribuem para o fechamento de empresas, é importante buscar auxílio profissional de gestão, para evitá-los e garantir boa saúde financeira ao negócio.

Fonte: JornalContabil | 13/08/2019